sexta-feira, 25 de novembro de 2016

VIVER É DIFERENTE DE OUVIR FALAR


"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem"

Em Jó 42:05 vemos essa declaração dele (Jó) ao Eterno.

Jó e seus três amigos.
Há um significado muito profundo nessas palavras, e mesmo com interpretações alegóricas, infere-se grande sabedoria pragmática e uma irrefutável verdade: uma coisa é ouvir, imaginar, especular, projetar e até mesmo sonhar. Outra coisa é ver, sentir, tocar, vivenciar e rasgar o véu da ilusão.

É óbvio que a segunda experiência é muito melhor que a primeira.

Hoje vemos muitas pessoas cometendo erros simplesmente por não se dar o trabalho de buscar a verdade e estar com a mente aberta para aceitá-la. Falam do que não sabem, opinam de forma agressiva (e quase sempre preconceituosa) sobre situações das quais nunca passaram ou viveram. Muitos acreditam que o seu "mundinho" de saber alienado, pobre e empírico - no qual nem o próprio consegue enquadrar-se na íntegra - deve servir de parâmetro e regra aos outros.

Tenha santa paciência! 

Precisamos entender que nem tudo é perfeito e não acontece - ou se estabelece - como queremos. E de tempos em tempos precisamos refletir se aquele conceito, opinião, disparate ou seja lá o que for está mais próximo da verdade - afinal as coisas são como elas são - ou é apenas uma projeção mal-feita da nossa mente enganosa, que quer apenas saciar (muitas vezes perversamente) os nossos próprios desejos.